Japão

Japão: eleição antecipada põe premiê em risco

20/1/2026

O Japão irá às urnas em 8 de fevereiro, em uma eleição antecipada para a Câmara Baixa que pode redefinir o equilíbrio de forças no governo. A primeira-ministra Takaichi Sanae afirmou que busca um mandato mais forte para sustentar sua coalizão no poder.

O processo eleitoral será oficialmente iniciado na próxima semana, após Takaichi dissolver a Câmara Baixa nesta sexta-feira (23). Em declarações feitas ontem, a premiê disse que o Partido Liberal Democrático, ao lado de seu parceiro minoritário, o Partido da Inovação do Japão, pretende conquistar a maioria dos assentos.

“Estou colocando meu cargo de primeiro-ministro em risco. Quero que o próprio povo decida se está disposto a confiar a Takaichi Sanae a tarefa de governar nossa nação”, afirmou. Segundo ela, a continuidade de seu governo dependerá diretamente do resultado das urnas. “Acredita-se que uma eleição para a Câmara Baixa determinará o governo. Se a coalizão governista do Partido Liberal Democrático e do Partido da Inovação do Japão conquistar a maioria, continuarei a liderar este país”, disse.

Atualmente, a coalizão governista mantém uma maioria estreita na Câmara Baixa, sustentada também pelo apoio de três parlamentares independentes.

Durante o pronunciamento, Takaichi abordou temas econômicos e sociais, reconhecendo que os preços dos alimentos devem continuar em alta. Ela prometeu acelerar as discussões para eliminar, por um período de dois anos, o imposto sobre o consumo de produtos alimentícios, para aliviar o custo de vida da população.

Questionada por jornalistas sobre críticas da oposição, que apontam um suposto deslocamento do Japão para a direita no espectro político, a primeira-ministra rejeitou a avaliação. Segundo Takaichi, a missão fundamental de um país é proteger a vida e o sustento de seu povo, tornando as políticas externa e de segurança prioridades centrais. Ela afirmou ainda que o Japão não está se inclinando para a direita, mas caminhando para se tornar “uma nação normal”.

Fonte / Foto: Kyodo

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