Insetos conquistam espaço como animais de estimação
14/8/2025
Muito além de cães e gatos, o Japão mantém uma relação especial com os insetos, que ocupam um lugar de destaque na cultura e no cotidiano. Desde a era Heian, retratados em obras clássicas como O Conto de Genji, até produções modernas de mangá e animação, esses pequenos seres despertam fascínio.
Vaga-lumes iluminando jardins, o canto suave dos grilos em gaiolas e o cuidado com besouros criados em casa fazem parte de tradições preservadas. Em lojas especializadas, é possível encontrar desde rações gelatinosas até exemplares raros, vendidos por valores que chegam a 20 mil ienes.
Ao contrário de boa parte do Ocidente, no Japão o contato com insetos é incentivado desde cedo. Crianças aprendem a capturá-los com redes vendidas até em lojas de conveniência, e exposições dedicadas a esses animais atraem famílias inteiras. O interesse é visto como porta de entrada para a ciência e para a compreensão do ciclo da vida, especialmente pela metamorfose de espécies como borboletas.
Além do valor cultural, os insetos têm importância ecológica fundamental: polinizam plantações, servem de alimento para outros animais e ajudam a equilibrar ecossistemas. O desaparecimento dessas espécies tornaria a vida humana insustentável.
Eventos como a “Grande Exposição de Insetos”, em Tóquio, permitem que visitantes observem e toquem diferentes espécies, incluindo o besouro-rinoceronte Hércules, conhecido pelo tamanho e pela coloração singular. A experiência, segundo organizadores, estimula a curiosidade e favorece o desenvolvimento infantil.
No Japão, insetos não são apenas criaturas para serem estudadas ou admiradas à distância — eles representam uma ligação viva e direta com a natureza, cultivada desde a infância e celebrada ao longo da vida.
Mais informações clique aqui.
Fonte: Mainichi Shimbun / Imagem: Divulgação













