Japão

Empresários pedem nova lei para imigrantes

17/12/2025

A Keidanren, maior federação empresarial do Japão, defendeu a criação de uma lei básica que explicite a filosofia do país para a inclusão de trabalhadores estrangeiros. A proposta, apresentada na segunda-feira (15), pede que a política migratória evolua da simples “aceitação” para uma estratégia ativa de “atração” de talentos.

A entidade também sugere a criação de um departamento permanente, subordinado ao primeiro-ministro, para coordenar políticas relacionadas a estrangeiros. Atualmente, a Agência de Serviços de Imigração atua sob a Lei de Controle de Imigração, que não define claramente a visão do Japão sobre a entrada e permanência de estrangeiros.

O Japão registra um número recorde de 3,95 milhões de residentes estrangeiros, cerca de 3% da população, e a projeção é de que esse total chegue a 10 milhões na década de 2040, para suprir a escassez de mão de obra.

Apesar de desafios como crimes isolados e xenofobia, a Keidanren afirma que atrair talentos globais é essencial para sustentar a economia e impulsionar a inovação. A proposta também cobra das empresas melhores salários, ambientes seguros, suporte multilíngue e redes regionais de apoio.

Fonte: Asahi Shimbun / Foto ilustrativa

Japão Aqui e o brasileiro cada vez mais “japonês”. De refugiado econômico a imigrante nipo-brasileiro, fizemos o caminho inverso dos japoneses que atravessaram oceanos após a segunda guerra mundial.

Em 2007 após atingir a marca de 316.000 brasileiros oficialmente residentes no Japão o “Lehman shock” em 2008, esvaziou nossa comunidade em cerca de 140.000 pessoas, nos anos que se seguiram. Hoje em 2019, voltamos a crescer atingindo a marca de 193.798 brasileiros residentes (junho-2018 / Ministry of Internal Affairs and Communications).

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